"Seja, pois, a exaltação da realeza de Cristo, o coroamento destas palavras. Eu a proclamo, do fundo da minha pequenez, com o ardor de um soldado. E como soldado vos convido ó homens do meu tempo, a aclamarmos o Cristo-Rei, por cujo Reino devemos ir à luta, uma luta diferente, porque não seremos portadores de morte, mas de vida; nem de aflições, mas de consolações, nem de crueza, mas de bondade.
E Vós – ó Jesus, a quem tanto amamos, e que estais tão abandonado pelas nações no século dos horrores, como Vos prefigurou na tábua apocalíptica o pintor neerlandês [Van Aeken, o Bosch] – recebei o nosso preito de soldados fiéis, e socorrei-nos em nossas fraquezas, para que possamos cumprir quanto desejamos, no empenho de Vos bem servir; pois incapazes somos nós sem Vossa Graça, mas se não faltardes com Ela, ainda que hajamos de cair muitas vezes, outras tantas nos levantaremos, de sorte que, nas horas perigosas, nas horas decisivas e, principalmente, na hora extrema, por Vós, sempre por Vós, estaremos de pé!" - PLÍNIO SALGADO [Primeiro, Cristo!. 4ª ed. (em verdade 5ª), São Paulo/Brasília: Editora Voz do Oeste/Instituto Nacional do Livro, 1979, pp. 26-27.

Comentários
Postar um comentário